Nunca fiz terapia. Por onde começar?

2/13/20235 min read

        Apesar de ser cada vez mais comum ouvir pessoas dizendo que fazem terapia, nem todo mundo já passou por essa experiência. Ainda é muito comum ouvir que "terapia é coisa de doido"; "não preciso de psicólogo, converso com meus amigos"; "não vou pagar pra alguém ficar só me ouvindo". No entanto, pode acontecer de alguém que nunca fez terapia se propor a iniciar uma, mas não saber por onde começar. Portanto, aqui deixo algumas informações que podem ser úteis para quem quer saber por onde começar. 

        Primeiramente, você precisa saber: fazer terapia não é fácil. Embora há quem diga que "é só chegar lá e falar dos problemas" ou que se trata de uma conversa com algum desconhecido, psicoterapia não é isso. Seja qual for o motivo que te leva a procurar ajuda (algum conflito, transtorno ou por autoconhecimento), durante um processo psicoterapêutico você vai precisar se encarar. Olhar para pontos de si mesmo, de seu funcionamento e de sua própria história que nem sempre são agradáveis. Por isso, ao procurar um profissional para dar início a esse processo, é importante que você se sinta à vontade diante daquela pessoa. Às vezes, isso não acontece de primeira. Portanto, não desista de procurar ajuda caso não se identifique com algum profissional. 

       Saiba também que tudo o que for falado em sessão está sob sigilo. Tudo o que é dito pelo paciente para o psicólogo/psicanalista é mantido entre eles. É fundamental que você saiba disso, porque a terapia precisa ser um espaço em que você se sinta confortável inclusive para falar sobre o que há de mais "inconfessável" na sua vida. 

        Além disso, ao decidir iniciar um processo de psicoterapia com um psicólogo, saiba que existem diferentes "abordagens teóricas" na psicologia. A direção do tratamento e as técnicas usadas variam de acordo com a abordagem do profissional. É importante escolher um psicoterapeuta que trabalhe com uma teoria com a qual você se identifique minimamente. É comum que o psicólogo converse sobre esse assunto você nas primeiras sessões. De qualquer forma, você tem liberdade para perguntar. 

           As sessões de psicoterapia duram em média 50 minutos, semanalmente. A duração e a frequência podem variar, dependendo do caso e da abordagem do psicólogo. Isso é combinado entre vocês. Minha linha de trabalho é psicoterapia de orientação psicanalítica, portanto, durante a sessão, peço que você fale do que vier à mente - sem se preocupar com o sentido, ordem cronológica, ou qualquer outra coisa. A partir disso, trabalharemos. As interpretações e as associações do conteúdo permitem que o inconsciente seja investigado. Tal espaço é livre de julgamentos e tudo o que for dito é resguardado rigorosamente pelo sigilo. Acima de tudo, é um espaço para que você seja verdadeiro consigo mesmo.

           Por último, mas não menos importante: o comprometimento do paciente é tão importante quanto o do profissional. O psicólogo não vai agir por você ou te dizer o que fazer, pois o intuito não é criar uma relação de dependência. Aliás, o contrário, o objetivo é trabalhar para que o paciente não precise mais de terapia. Mas para isso, é necessário um caminho de responsabilidade, de assumir, ainda que aos poucos, o protagonismo de sua própria história. 

    Apesar de ser cada vez mais comum ouvir pessoas dizendo que fazem terapia, nem todo mundo já passou por essa experiência. Ainda é muito comum ouvir que "terapia é coisa de doido"; "não preciso de psicólogo, converso com meus amigos"; "não vou pagar pra alguém ficar só me ouvindo". No entanto, pode acontecer de alguém que nunca fez terapia se propor a iniciar uma, mas não saber por onde começar. Portanto, aqui deixo algumas informações que podem ser úteis para quem quer saber por onde começar. 

        Primeiramente, você precisa saber: fazer terapia não é fácil. Embora há quem diga que "é só chegar lá e falar dos problemas" ou que se trata de uma conversa com algum desconhecido, psicoterapia não é isso. Seja qual for o motivo que te leva a procurar ajuda (algum conflito, transtorno ou por autoconhecimento), durante um processo psicoterapêutico você vai precisar se encarar. Olhar para pontos de si mesmo, de seu funcionamento e de sua própria história que nem sempre são agradáveis. Por isso, ao procurar um profissional para dar início a esse processo, é importante que você se sinta à vontade diante daquela pessoa. Às vezes, isso não acontece de primeira. Portanto, não desista de procurar ajuda caso não se identifique com algum profissional. 

       Saiba também que tudo o que for falado em sessão está sob sigilo. Tudo o que é dito pelo paciente para o psicólogo/psicanalista é mantido entre eles. É fundamental que você saiba disso, porque a terapia precisa ser um espaço em que você se sinta confortável inclusive para falar sobre o que há de mais "inconfessável" na sua vida. 

        Além disso, ao decidir iniciar um processo de psicoterapia com um psicólogo, saiba que existem diferentes "abordagens teóricas" na psicologia. A direção do tratamento e as técnicas usadas variam de acordo com a abordagem do profissional. É importante escolher um psicoterapeuta que trabalhe com uma teoria com a qual você se identifique minimamente. É comum que o psicólogo converse sobre esse assunto você nas primeiras sessões. De qualquer forma, você tem liberdade para perguntar. 

         As sessões de psicoterapia duram em média 50 minutos, semanalmente. A duração e a frequência podem variar, dependendo do caso e da abordagem do psicólogo. Isso é combinado entre vocês. Minha linha de trabalho é psicoterapia de orientação psicanalítica, portanto, durante a sessão, peço que você fale do que vier à mente - sem se preocupar com o sentido, ordem cronológica, ou qualquer outra coisa. A partir disso, trabalharemos. As interpretações e as associações do conteúdo permitem que o inconsciente seja investigado. Tal espaço é livre de julgamentos e tudo o que for dito é resguardado rigorosamente pelo sigilo. Acima de tudo, é um espaço para que você seja verdadeiro consigo mesmo.

      Por último, mas não menos importante: o comprometimento do paciente é tão importante quanto o do profissional. O psicólogo não vai agir por você ou te dizer o que fazer, pois o intuito não é criar uma relação de dependência. Aliás, o contrário, o objetivo é trabalhar para que o paciente não precise mais de terapia. Mas para isso, é necessário um caminho de responsabilidade, de assumir, ainda que aos poucos, o protagonismo de sua própria história.