Psicoterapia para idosos: reflexões sobre o envelhecer

O envelhecimento é o destino esperado para todo ser humano. É uma fase da vida com muitos desafios, mas que podem ser enfrentados e elaborados. Saiba como a psicoterapia pode auxiliar os idosos e suas famílias.

12/20/20235 min read

grayscale photography of woman standing
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black and white photo of man in black suit jacket
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grayscale photo of closed-eyes woman
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    Claro que isso acontece de modo muito particular na vida de cada um. Uns, apesar de dificuldades naturais da idade, envelhecem com muita saúde e autonomia. Outros, sofrem com doenças, com desafios sociais e emocionais, ou acabam perdendo muito de sua autonomia conforme o tempo passa. A verdade é que podemos tentar nos preparar para a velhice, mas jamais conseguiremos controlar todas as variáveis. Assim como em todas as fases da vida, as circunstâncias não estão sob nosso controle e precisamos aprender a lidar com os desafios de cada etapa.

         A psicoterapia pode ser uma aliada ao processo de envelhecimento. Deixar que o sujeito fale sobre suas memórias, sobre suas fantasias e sobre seus medos; possibilitar um espaço em que a pessoa fale sobre as mudanças que têm enfrentado e sobre as alternativas para lidar com elas; permitir que o idoso reviva suas experiências e as elabore, falando e dando novos significados, se reconhecendo como ainda sujeito de sua própria vida, mesmo na velhice... A psicoterapia com idosos pode trazer inúmeros benefícios, nao só para o paciente, mas também para a família e para aqueles ao redor. 

    Se você se identifica com alguma dessas questões, saiba que não precisa enfrentar todos esses conflitos sozinho e não precisa se envergonhar ao buscar auxílio neste período da vida. E se você é familiar ou pessoa próxima de alguma pessoa idosa que pode estar vivenciando desafios nesta fase, saiba a importância de buscar ajuda profissional. 

    Envelhecer é o destino esperado para todo ser humano. Se tudo certo, envelhecemos. A única alternativa à velhice é a morte durante a juventude. Ainda assim, grande parte das pessoas tem medo de envelhecer. Por que?

       Invariavelmente, o processo de envelhecimento envolve mudanças físicas, sociais, cognitivas e emocionais. O corpo sofre alterações na aparência que, para algumas pessoas, é um processo difícil de adaptação, já que a maneira como o sujeito se percebe e percebe seu corpo está relacionada à construção de sua identidade. A autonomia, força, agilidade já não são como antes. Os olhos tendem a ficar cansados, a audição diminui, o metabolismo desacelera. As pessoas ao seu redor estão em outro ritmo de vida e, ao envelhecer, passamos a vivenciar algumas perdas... de familiares, de amigos próximos, perdas no estilo de vida. Waleska Fochesatto (2018), afirma: 

"É uma fase propensa a perdas de diversas naturezas: há uma modificação corporal, ocorre a perda gradativa de algumas habilidades, a aposentadoria, a perda do status social, a perda de pessoas queridas, a perda do companheiro(a), o afastamento dos filhos, o surgimento de fantasias a respeito da própria morte. Observa-se que, nesse contexto marcado por perdas, se elas não são devidamente elaboradas, cria-se um terreno fértil para o surgimento de sintomas como angústia, apatia, distúrbios do sono, depressão, doenças psicossomáticas."

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    Envelhecer é o destino esperado para todo ser humano. Se tudo certo, envelhecemos. A única alternativa à velhice é a morte durante a juventude. Ainda assim, grande parte das pessoas tem medo de envelhecer. Por que?

       Invariavelmente, o processo de envelhecimento envolve mudanças físicas, sociais, cognitivas e emocionais. O corpo sofre alterações na aparência que, para algumas pessoas, é um processo difícil de adaptação, já que a maneira como o sujeito se percebe e percebe seu corpo está relacionada à construção de sua identidade. A autonomia, força, agilidade já não são como antes. Os olhos tendem a ficar cansados, a audição diminui, o metabolismo desacelera. As pessoas ao seu redor estão em outro ritmo de vida e, ao envelhecer, passamos a vivenciar algumas perdas... de familiares, de amigos próximos, perdas no estilo de vida. Waleska Fochesatto (2018), afirma: 

"É uma fase propensa a perdas de diversas naturezas: há uma modificação corporal, ocorre a perda gradativa de algumas habilidades, a aposentadoria, a perda do status social, a perda de pessoas queridas, a perda do companheiro(a), o afastamento dos filhos, o surgimento de fantasias a respeito da própria morte. Observa-se que, nesse contexto marcado por perdas, se elas não são devidamente elaboradas, cria-se um terreno fértil para o surgimento de sintomas como angústia, apatia, distúrbios do sono, depressão, doenças psicossomáticas."

    Claro que isso acontece de modo muito particular na vida de cada um. Uns, apesar de dificuldades naturais da idade, envelhecem com muita saúde e autonomia. Outros, sofrem com doenças, com desafios sociais e emocionais, ou acabam perdendo muito de sua autonomia conforme o tempo passa. A verdade é que podemos tentar nos preparar para a velhice, mas jamais conseguiremos controlar todas as variáveis. Assim como em todas as fases da vida, as circunstâncias não estão sob nosso controle e precisamos aprender a lidar com os desafios de cada etapa.

         A psicoterapia pode ser uma aliada ao processo de envelhecimento. Deixar que o sujeito fale sobre suas memórias, sobre suas fantasias e sobre seus medos; possibilitar um espaço em que a pessoa fale sobre as mudanças que têm enfrentado e sobre as alternativas para lidar com elas; permitir que o idoso reviva suas experiências e as elabore, falando e dando novos significados, se reconhecendo como ainda sujeito de sua própria vida, mesmo na velhice... A psicoterapia com idosos pode trazer inúmeros benefícios, nao só para o paciente, mas também para a família e para aqueles ao redor. 

    Se você se identifica com alguma dessas questões, saiba que não precisa enfrentar todos esses conflitos sozinho e não precisa se envergonhar ao buscar auxílio neste período da vida. E se você é familiar ou pessoa próxima de alguma pessoa idosa que pode estar vivenciando desafios nesta fase, saiba a importância de buscar ajuda profissional. 

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REFERÊNCIAS:

FOCHESATTO, Waleska Pessato Farenzena. Reflexões sobre o envelhecer: A clínica com idosos e a escuta psicanalítica em um serviço de pesquisa. Estud. psicanal., Belo Horizonte , n. 50, p. 155-160, dez. 2018 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-34372018000200017&lng=pt&nrm=iso>.

ABRAHAO, Emily de Souza. O desvelar da velhice: as contribuições da psicanálise na busca de sentidos para a experiência do envelhecer. Rev. SPAGESP, Ribeirão Preto , v. 9, n. 1, p. 45-51, jun. 2008 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-29702008000100008&lng=pt&nrm=iso>.

SANTOS, Álvaro da Silva et al.. Sobre a Psicanálise e o Envelhecimento: Focalizando a Produção Científica. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 35, p. e35423, 2019.